16 de Dezembro de 2018


     Fale conosco     Fale conosco
 
ProfissionalProfissional
GeralGeral
ConsultoriaConsultoria
HomeHome
NósNós
Na Boca do PovoNa Boca do Povo
Linguagem com PipocaLinguagem com Pipoca
Mito ou VerdadeMito ou Verdade
PublicaçõesPublicações

05/08/2009
da equipe
Será que finalmente vamos ter mudanças de peso no vestibular?

A proposta é que o Enem substitua os exames atuais, com uma novidade: acrescentar mais conteúdo específico do Ensino Médio ao já conhecido modelo interdisciplinar das questões do Enem, que exigem maior capacidade analítica dos estudantes. Em outras palavras: mais reflexão e menos decoreba!
A ideia é que a prova, aplicada em dois dias, tenha 200 questões de múltipla escolha, divididas em: linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza, além de uma redação.
Na prática seria o seguinte: o estudante realiza a prova em sua cidade natal, e após receber sua nota no exame, pode escolher até 5 cursos em até 5 instituições federais diferentes.
E quais as reais vantagens dessas mudanças?
Segundo Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): “Hoje, praticamente todos os países desenvolvidos têm um exame nacional que serve para as universidades realizarem a seleção de alunos. A prática de exames de admissão descentralizados é peculiaridade brasileira. Exames descentralizados são ineficientes por limitar o número de instituições a que um estudante pode concorrer. Hoje é difícil pleitear uma vaga numa universidade distante. Na presença de um exame centralizado, o estudante poderia realizar a prova em sua cidade e se candidatar para qualquer universidade do país”.
Além disso, o novo ENEM vai levar as escolas a uma reestruturação do Ensino Médio, que hoje está muito focado no excesso de informações, exigido nos vestibulares, em detrimento da articulação dos saberes. Ainda de acordo com Fernandes “No Brasil, os vestibulares convergiram para um formato padrão: baseiam-se no acúmulo de conteúdos, exigindo dos estudantes um conhecimento enciclopédico e com ênfase exagerada na memorização. As escolas acabam por se preocupar mais em cobrir os conteúdos exigidos pelos vestibulares do que em aprofundar e consolidar os conhecimentos e habilidades mais fundamentais. O resultado é tornar a escola desinteressante para muitos estudantes”.
Em tese, essa medida nos parece bastante salutar. Ainda que tenham muitas questões a serem debatidas e amadurecidas em torno desse novo modelo, certamente o vestibular deixará de ser tão cruel para o estudante, que, atualmente, além de se desesperar diante das inúmeras apostilas dos cursinhos, tem de se desdobrar para realizar inúmeros exames, num curtíssimo espaço de tempo!
A possibilidade de escolher o curso a partir da nota em um exame unificado, com as características propostas, minimiza uma tensão desnecessária, além de contribuir para uma seleção mais adequada ao perfil de profissionais que se quer formar. Ou seja, profissionais conhecedores de nossa realidade social e comprometidos com sua transformação.

Confira na Revista Língua Portuguesa, de agosto (nº 46), reportagem "O português no ENEM", que aborda desenvoltura com a linguagem: www.revistalingua.com.br


Voltar

Compartilhe: