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25/08/2011
Claudia Perrotta
Romance: A Chave de Sarah

Tatiana de Rosnay

Pancadas violentas na porta, estrelas de David costuradas nas roupas, denúncias, omissões, humilhações, separações, sofrimentos. Segredos que duram 60 anos. E, claro, as chaves. De Sarah, a menina judia que, corajosa, escondeu o irmãozinho no armário durante a segunda guerra, em 1942, e da jornalista americana radicada na França, Julia, que, corajosa, desvenda a verdade, em 2002.
O episódio histórico retratado por Tatiana de Rosnay ficou conhecido como Vélodrome d’Hiver – na ocasião, 12.884 judeus-franceses foram covardemente capturados, obrigados a abandonar seus lares, sendo a maioria de crianças e mulheres, que tentaram sobreviver sem comida e com pouca água nessa prisão provisória nos arredores de Paris. Solidários, vamos testemunhando o horror perpetrado pela polícia francesa, refém e cúmplice do nazismo. E, mesmo assim, ainda nos resta uma esperança, essa mesma que Sarah traz no bolso, em forma de chave.
Desde as pancadas violentas na porta da casa, desde que foi levada junto com o pai e a mãe e depois separada deles, permanecendo prisioneira junto com muitas outras crianças judias nessa prévia de Auschwitz, a menina envelheceu. Não era mais uma criança. Só voltava a ser criança quando, ao contrário de seus pais, depois de ter escapado do horror maior, do destino de tantos judeus, sonhava em reencontrar Michel, o irmãozinho de 4 anos que a esperava de volta.
Por um bom tempo, sofremos e sonhamos com Sarah. Depois, seguimos com Julia. As vidas dessas duas personagens se entrelaçam, e vamos transitando entre passado, presente e futuro, capturados nesse jogo instigante de tempos que a autora nos propõe. Que vida levou a menina depois de tantas perdas – pai, mãe, irmão, origem, religião, raízes, infância? Como teria sobrevivido a tanta crueldade?
É livro para ser devorado, enquanto aguardamos o filme, que deve ser lançado em breve.


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