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25/03/2011
Jason Gomes
Para que tanto rótulo?

Comissão dos Cidadãos para os Direitos Humanos

Em diversos textos do nosso site, temos apresentado a questão do excesso de diagnósticos de transtornos e distúrbios que têm se tornado cada vez mais comuns, principalmente na vida de crianças em idade escolar.
As pessoas já não estranham nomes como: hiperatividade, transtorno bipolar, transtorno depressivo (depressão), transtorno de personalidade e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Infelizmente, esses nomes passaram a fazer parte da vida de todos, estão na mídia, nas conversas, no dia a dia.
Mais que diagnósticos, têm se tornado, em muitos casos, rótulos que acompanham a pessoa por toda a vida, desconsiderando sua singularidade ou momento em que se encontra.
Com frequência, crianças são levadas a especialistas com a finalidade de diagnosticar o excesso de “agitação” ou a “falta de concentração”. Elas são facilmente, e de forma muito recorrente, diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Mas como isso é mensurado, como distinguir o que é um problema do que é parte da singularidade de cada um?
Como falamos em outros momentos, a sociedade atual valoriza o excesso de atenção em detrimento da dispersão, o conhecimento especializado em detrimento do amplo. Entretanto, o ser humano não possui uniformidade de comportamento, ele é diverso. Somos diferentes, singulares. Mas muitos rótulos acabam por patologizar (tornar doença) as diferenças.
O excesso de diagnósticos dessas “doenças” é o resultado da medicalização da vida, processo pelo qual questões sociais e culturais são tratadas como transtornos, distúrbios.
Novamente, o assunto está em pauta porque assistimos um vídeo muito interessante sobre o assunto e queremos compartilhar com vocês. O video é da CCHR (sigla em inglês da Comissão dos Cidadãos para os Direitos Humanos).
Assistam, divulguem e nos enviem seus comentários!



Em tempo: o livro "Medicalização de Crianças e Adolescentes" será lançado no dia 02 de abril, a partir das 16h00, na Livraria da Vila (Fradique Coutinho, 915). Profissionais de diversas áreas discutem, a partir de suas práticas, os conflitos silenciados pela redução de questões sociais a doenças individuais. Não deixem de comparecer!


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