15 de Dezembro de 2018


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Não basta ser pai, tem de participar

Verdade

Quem tem mais de 30 anos lembra-se com clareza da propaganda de um medicamento antiinflamatório que consagrou a afirmação: “Não basta ser pai, tem de participar”.
Com maestria, o publicitário Duda Mendonça captou na sociedade do início dos anos 80, séc. XX, uma sutil, mas importante mudança nas relações parentais. O avanço da mulher no mercado de trabalho abalou as estruturas da função paterna exercida durante séculos: a da busca exclusiva do sustento da família.
Não sendo mais o único provedor do lar, ao pai coube reinventar-se, vivenciar situações antes inimagináveis: cuidar dos afazeres domésticos, ajudar nas compras, na limpeza da casa, nos cuidados diários com os filhos, físicos e afetivos.
Foi com esse espírito que Duda Mendonça teceu a narrativa da propaganda: numa manhã de domingo, um pai é tirado cedo da cama para acompanhar o filho no jogo de futebol. Aos poucos, vai se envolvendo com a situação, tomando para si as dores do filho que amargava o banco de reservas. De repente, o garoto é chamado para jogar e sofre uma falta violenta. O pai entra no campo, massageia o local machucado com a pomada anti-inflamatória, e o menino, já recuperado, marca o gol. Não há quem não se emocione com a comemoração do gol, em câmera lenta, entre pai e filho.
Mas se, na atualidade, pais presentes fossem um fato corrente e natural em todas as famílias, esse enunciado não teria mais sentido, o que, infelizmente, não é verdade. Embora tenha aumentado muito o número de pais que se mostram mais sensíveis às necessidades afetivas de seus filhos, ainda vemos aqueles que entendem que o que lhes cabe para um desenvolvimento saudável de sua prole é apenas o suprimento das necessidades físicas.

Vale a dica: Neste dia dos pais, presenteie-se chamando seu filho para brincar como você fazia na sua infância e surpreenda-se com sua disposição em aprender suas brincadeiras do passado. Permita-se saborear com seu filho o prazer de uma aproximação amorosa a partir de gestos simples. A afetividade pode e deve ser construída nas relações entre pais e filhos. Os benefícios são inúmeros.

Para quem quiser rever a propaganda:




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