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02/09/2010
Lucia Masini
Musical: Into the Woods

Texto de James de Lapines e composições de Stephen Sondheim

Into the Woods, intitulado Era Uma Vez na versão brasileira, é um musical inspirado na obra de Bruno Bettelheim, “Os Usos do Encantamento: significados e importância dos contos de fada” (em português, sob o título “A psicanálise dos contos de fada”, editora Paz e Terra).
Envolvido com estudos sobre o universo infantil e, mais especificamente, sobre os modos como a criança entende o mundo que a cerca, o psicanalista austríaco afirma que a presença dos pais e a herança cultural, quando transmitida adequadamente, são fatores fundamentais para a elaboração, por parte da criança, daquela que seria a mais antiga necessidade humana: a de encontrar um sentido para a vida. Para ele, a possibilidade de tal elaboração não se encontra nas cartilhas ou livros infantis distantes do imaginário infantil, mas sim em obras como os contos de fada: fonte inesgotável de histórias que abordam problemas humanos universais, banhadas de encantamento que põem em movimento a imaginação da criança para o enfrentamento de suas angústias, desejos ou dúvidas.
No musical, tudo gira em torno de um casal de padeiros. Personagens de diferentes contos de fada se cruzam numa única trama que revela um drama bem real: a dificuldade do casal para gerar o filho tão desejado. A certa altura da vida, marido e mulher descobrem que ele fora enfeitiçado por uma bruxa, como castigo por um erro cometido por seu pai no passado. Qual teria sido este erro? Pegar sem aviso as hortaliças no quintal da vizinha (a bruxa) para alimentar sua mulher, grávida de alguns meses de seu primeiro filho.
Soou familiar esta história? Sim, trata-se de Rapunzel, a irmã que o padeiro nem sabia que existia. E, paulatinamente, Chapeuzinho Vermelho, João (do pé de feijão), Cinderela, suas irmãs, fada, bruxa, príncipes e lacaios vão enchendo o palco com seus cantos e encantos. Ao final do primeiro ato, o tão esperado “e foram felizes para sempre”, mas... trata-se do final do primeiro ato! O que viria a seguir? Só mesmo indo ao teatro para conferir o que o autor nos reserva.
A versão brasileira é de direção de Armando Bravi Filho, também responsável pela parte cênica e coreográfica, e a regência da orquestra é de responsabilidade de Felipe Senna. Atores, cenários e 15 músicos dividem o palco com graça e criatividade.


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