15 de Dezembro de 2018


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Medicar crianças com problemas de aprendizagem é um mal necessário

Mito

Se, por um lado, os avanços no estudo do funcionamento cerebral têm trazido maior conhecimento sobre esse importante e ainda pouco conhecido órgão, por outro, as pesquisas desenvolvidas e financiadas pelas indústrias farmacêuticas têm levado profissionais da saúde e da educação e também pais a acreditarem que a medicalização é necessária quando a criança apresenta problemas de aprendizagem.
Mais que mito, trata-se de uma ação perigosa porque tais medicamentos, por vezes, trazem efeitos colaterais mais devastadores que a própria “doença” que eles visam curar.
Não há ainda nenhuma comprovação científica da eficácia desses medicamentos na aprendizagem escolar. Seus efeitos incidem especificamente na área da atenção, semelhantes ao de uma dopação. E uma criança dopada fica, visivelmente, mais fácil de ser dominada em sua inquietude na sala de aula, o que dá a impressão de uma criança com maior atenção.
É importante, no entanto, que os pais entendam que essa atenção é conseguida por um elemento externo e não garante avanço na aprendizagem, que requer acima de tudo uma relação afetuosa com o conhecimento.
Vale a dica: Se seu filho recebeu de algum especialista o diagnóstico de TDAH ou Dislexia e foi medicado, procure uma segunda opinião, de modo a se certificar da necessidade ou evitar que tome uma medicação pesada desnecessariamente.

Confira aqui a versão completa da carta que enviamos ao Painel do Leitor do jornal Folha de S. Paulo, a respeito da reportagem veiculada em 16/09/10 - "Diagnóstico de deficit de atenção divide especialistas":

Salutar a iniciativa da Folha de abrir espaço para a divergência no que se refere ao polêmico tema diagnóstico de deficit de atenção. O que não dá para entender é porque o quadro central que resume a reportagem destaca, apenas, a positividade do diagnóstico. Assim, o jornal presta um desserviço à população: sabe muito bem que a maioria dos leitores apenas passa os olhos nos textos, e muito provavelmente vai se guiar mais pelo quadro-resumo. Não duvido que, ao “ler” o quadro, muitos se identifiquem com os sintomas, descritos de forma vaga e imprecisa, e procurem especialistas, já levando o diagnóstico fechado. Pior ainda: a atuação do remédio e seus efeitos colaterais também estão incompletos. Basta navegar na internet para descobrir que as consequências do tipo de medicação indicado para casos de TDAH são muito mais graves, como aliás já alertou Ruy Castro (10/04) no próprio jornal: estimulante do sistema nervoso central, produz o mesmo efeito que a cocaína, as meta-anfetaminas, as "bolinhas" e outras drogas legais e ilegais. A bula adverte sobre a ocorrência de insônia e perda de apetite, recomenda o uso combinado com antidepressivo e adverte: PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA. Atenção, Folha, a omissão dessas informações só favorece a indústria farmacêutica! (Claudia Perrotta)

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