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24/06/2010
Livros
Livros que são uma brincadeira

Lucia Masini

Há quem pense que criança pequena – pequena mesmo, daquelas que ainda usam chupeta e mamadeira – não se diverte nem necessita de livros. Isso nos parece um grande engano. Nossos bebezões também podem se entreter e muito com livros, desde que apropriados a eles.
Nesta fase, em que o universo é todo lúdico, o livro assemelha-se a um brinquedo que deve ser oferecido à criança para que ela o manipule e o explore dentro de suas capacidades motoras e cognitivas. Nesse período em que o grande desafio ainda é o de virar as páginas de um livro, o adulto tem papel fundamental na aproximação de seus pequenos ao mundo letrado.
Para eles, já existe um acervo específico, os chamados livros POP-UP ou interativos, que literalmente saltam aos olhos do leitor. Pais mais atentos ao conteúdo das histórias não devem se preocupar com os textos simples que, por vezes, nem se caracterizam como narrativas. Aqui, o grande barato é criar com seus filhos jogos de linguagem mediados pelas surpresas que cada página oferece. Seria a boca do tubarão a sair do livro ou a casa da bruxa a surgir do pântano? Mostre à criança como puxar a lingueta disposta em algum canto da página e diante dela cachorros abanarão os rabos, meninos jogarão bola e peixes desaparecerão no fundo do mar. E com a possibilidade de acontecer tantas vezes quantas forem as puxadas nas lingüetas.
Encantados com esses movimentos, os pequenos futuros leitores deliciam-se com cenas do mundo a ser explorado, num contexto ainda novo, o do livro, experimentando manipulá-lo de todos os modos possíveis. Inclusive levando-os à boca!
Cientes dessa necessidade infantil, editoras têm investido nos livros feitos de plástico, os chamados livros aquáticos que, com suas páginas infladas, assemelham-se a bóias e podem ser levados para o banho de banheira, piscina ou mar. Também com textos simples, eles visam a diversão: situações e fala dos personagens se repetem, proporcionando ao adulto, na mediação da leitura, condições para o estabelecimento de diversos jogos de linguagem.
Destacamos aqui, como ilustração, o livro “O queijo e o ratinho”, da editora Vale das Letras. Logo na capa, preso por um botão, um simpático ratinho espera ser solto para viver a aventura que a história lhe reserva, pelas mãos da criança. E, a cada página, uma surpresa e um desafio: como chegar até o cheiroso queijo com tantas armadilhas pelo caminho? É aí que a criança, com mediação do adulto, vai descobrindo que, em certas páginas, fendas transformam-se em lugares onde o nosso personagem comilão pode se esconder e descansar.
E assim, num jogo de esconde-esconde, procure e ache ou cadê-achou, pais fortalecem seu vínculo afetivo com seus filhos ao mesmo tempo em que os prepara, prazerosamente, para o ingresso em nosso mundo letrado.
São títulos da mesma editora: O peixinho palhaço, A abelhinha bailarina, Como vou viajar?, Minha fruta preferida, O som dos animais, Tudo tem sua hora (livros de plástico), e ainda, Olívia Polvo, Urso, Binho Golfinho, Clara Caranguejo, Lana Estrela (livros de pano, também possíveis de serem levados ao banho).

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