15 de Dezembro de 2018


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28/04/2011
Lucia Masini
Folhinha com cara de Folhona


Em fevereiro deste ano, a Folha de S. Paulo fez 90 anos e, para presentear seus leitores mirins, editou a Folhinha do dia 19 com estrutura e seções do jornal de gente grande.
Foi uma grata surpresa! Participaram dessa edição jornalistas consagrados da Folha, assinando seções e colunas já conhecidas pelo público cativo do jornal especialmente escritas para o leitor iniciante. Temas do cotidiano local e do mundo em geral foram abordados de forma simples, mas não simplista, contribuindo para uma aproximação significativa da criança a textos da esfera jornalística.
Ao lermos os textos publicados em “Painel”, “Esportes”, “Ilustrada”, “Mercado”, “Mundo”, “Ciência” e “Poder”, vemos o quanto é possível dialogar com a criança, com graça e inteligência. E para que seu entendimento possa ir além do texto, a presença de Lola, a andorinha de Laerte, garante a compreensão geral, pois recupera os contextos de produção de cada seção.
Neste exemplar, uma delas mereceu destaque. É a Tendências e Debates que trouxe a opinião de dois convidados, duas crianças, sobre um tema polêmico: ser ou não legal ter armas de brinquedo.
Numa busca rápida pela internet, vemos o quanto essa edição foi bem aceita sobretudo pelos adultos que buscam fomentar a leitura nas crianças. A Folhinha com cara de Folhona transformou-se num material de qualidade para iniciação de leitura de textos em gêneros jornalísticos.
Será que os editores tinham essa dimensão quando prepararam o suplemento comemorativo? A pergunta é pertinente porque, infelizmente, o formato não se manteve nas semanas posteriores. Como já dissemos aqui, quando nos referimos às mudanças no suplemento infantil do Estadão, não basta saber ler sequências de palavras para se tornar um leitor. Cada texto exige uma postura específica diante dele. E a leitura de jornal exige constância e conhecimento da estrutura de suas partes.
A iniciativa na edição comemorativa foi bastante feliz e inteligente e, se há mesmo o interesse em formar os leitores do futuro, deveria continuar.


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