15 de Dezembro de 2018


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Falar palavrão é politicamente incorreto

Em termos

Todo mundo fala palavrão, mas nem sempre admite. O palavrão faz parte da dinâmica da linguagem e tem seu espaço na vida cotidiana. Segundo o poeta, ensaísta e tradutor José Paulo Paes (1926-1988), o palavrão é um recurso legítimo que deve ser usado de modo criativo na exclamação de um sentimento forte de injúria.
Mais que isso, entendemos que o palavrão também é válido para expressar desabafo ou surpresa, desde que não dirigido de forma ofensiva e gratuita a um único interlocutor.
É comum, por exemplo, escutarmos diversos palavrões durante uma partida de futebol, quer no campo, quer nas arquibancadas. Isso não significa que seu uso vá se tornar um hábito em outras situações da vida cotidiana. E o que dizer de autores que esbanjam das palavras chulas para caraterizar acertadamente seus personagens, como faz com enorme talento nosso Rubem Fonseca?

Vale a dica: mães e pais, cuidado com o exagero na hora de reprimir o palavrão. Se observarem que seus filhos fazem uso expressivo de palavras chulas, sem sentido de ofensa pessoal e em situações específicas, como em um campo de futebol, tranquilizem-se. Trata-se de uma apropriação saudável desse recurso, por sinal, existente em todas as línguas!


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