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20/08/2009
Claudia Perrotta
E agora, é acordo ortográfico ou ortografico???

Já está em vigor por aqui o Acordo Ortográfico firmado entre os 8 Estados nacionais da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste.
O objetivo é, principalmente, unificar a grafia do português, com a justificativa de que as variações brasileira e portuguesa geravam problemas na redação de documentos internacionais e publicação de obras de interesse público; além disso, com o acordo, o intercâmbio cultural entre as nações lusófonas seria estimulado... Será?
Para Thaís Nicoletti, professora de português formada pela USP, não há dúvidas de que esse intercâmbio é positivo, porém: “o que pode fomentá-lo são antes políticas de incentivo que a supressão de hifens ou de acentos, cujo resultado prático é apenas anular diferenças sutis que nunca impediram a compreensão dos textos escritos do lado de cá ou do lado de lá do Atlântico” (Folha de São Paulo, 22/04/2009).
Na verdade, até o momento, o que temos é muito mais uma grande resistência ao acordo por parte de vários países, entre eles, nossos ilustres colonizadores... E mesmo no Brasil, há muitos estudiosos questionando a medida – o professor Pasquale, por exemplo, é categórico em sua crítica: “Claro que é uma reforma política. O Brasil quer dizer que é o dono da língua”.
Além disso, são muitas as controvérsias no entendimento de algumas novas regras. E agora, é prerrequisito ou permanece pré-requisito? Sub-humano ou subumano??? Será que esse acordo veio mesmo pra simplificar? Ou, como brincou Zé Simão, virou mais um “puxadinho” do que uma verdadeira reforma? Parece que os custos estão sendo maiores do que os possíveis benefícios aos usuários da língua...
Polêmicas a parte, é bom deixar bem claro que a ideia não é unificar a língua em si, apenas um de seus aspectos: a ortografia. A diversidade nos modos de falar e de escrever, os vários estilos para compor um texto, trocar uma ideia, expressar uma opinião permanecem enriquecendo as culturas dos países da comunidade.
... E quanto à pergunta do título, para decepção de muitos: o acento permanece em ortográfico e em inúmeras outras palavras. Só caiu mesmo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como assembleia, ideia, plateia, jiboia, boia...; nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados: creem, deem, leem, veem;
em palavras terminados em hiato "oo", como enjoo e voo; além dos acentos diferenciais, como: pára (flexão do verbo parar) de para (preposição) – agora é só para... Aliás, para ficar por dentro e não pagar mico na hora de escrever, acesse: http://www.tvcultura.com.br/plantaoortografico/index.php


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