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10/06/2010
Claudia Perrotta
Dicas de leituras para os iniciantes no universo das letras

Sonia Junqueira e Eva Furnari

Para a criançadinha que está começando a fazer suas primeiras experimentações no universo das letras, a Editora Ática vem publicando há quase trinta anos a coleção Estrelinha, de Sonia Junqueira (com ilustrações de Michele, Martin e Alcy).
Além de escritos com letra bastão, o que é essencial para a capacidade leitora de decodificação, os textos são curtos, têm linguagem direta, que se repete em sua estrutura, além de muitas vezes se utilizar de rimas, e claro, sempre de muito humor. A ideia é oferecer aos pequenos leitores três categorias: estrelinha 1, 2 e 3. As narrativas da primeira são compostas, apenas, de palavras com sílabas simples, ou seja, mantém a estabilidade consoante + vogal; as da segunda já começam a trazer as chamadas sílabas complexas (consoante+vogal+consoante;vogal+consoante;consoante+consoante+vogal), além de um detalhamento maior da história, o que aumenta na terceira categoria.
Isso não significa, porém, que exista uma hierarquia rígida ou linearidade que deva ser seguida no aprendizado da escrita. Inseridas nas mais diversas situações letradas, as crianças vão tendo contato com uma grande diversidade de gêneros discursivos e de palavras, tanto com sílabas simples como complexas, exercitando as várias capacidades leitoras, e não há por que restringi-las em suas experimentações. Mas não deixa de ser encorajador para os iniciantes vivenciar momentos em que a leitura pode fluir, com uma decodificação mais rápida, e com o sentido do que é lido facilmente apreendido. Também é interessante que a criança se perceba “evoluindo” nessas categorias, e vá se dando conta, com o tempo, e sem atropelos em seu ritmo e modo de aprender, de que já é capaz de ler e compreender historinhas mais longas. Importante destacar também que Sonia Junqueira cria tramas e personagens bem afinados com o universo dos menores e, embora busque facilitar o trabalho deles, não banaliza, o que é fundamental para atraí-los para a aventura da leitura.
Também Eva Furnari presenteia a criançada com um livro divertidíssimo: Você Troca? (Editora Moderna). Dedicado a quem vive “trocando os pés pelas mãos”, aqui, como em outras publicações da autora, predominam o non sense e as ilustrações pra lá de imaginativas. Você trocaria “um coelho de chinelo por um joelho de cogumelo?”. E um “lobinho delicado por um chapeuzinho malvado?”. Também com letra bastão, textos curtos e brincando com repertórios infantis, é mais um livro para figurar nas prateleiras dos iniciantes.
Mas, não se esqueçam: ainda que esses livros possam levar os menores a uma maior autonomia na leitura, ler com eles e para eles é sempre importante. E mais: rir junto, caprichar na entonação, brincar com as vozes dos personagens, trocar ideias, dialogar e interagir tendo as historinhas como pano de fundo, além de inventar outras a partir da leitura. Eis uma receita que pode contribuir para a formação de bons leitores!

Outras coleções que seguem a mesma linha e que indicamos aos nossos pequenos leitores: Lelé da Cuca (Jackie Robb e Berny Stringle, com tradução de Luciano V. Machado), da Ática, e Meus Medinhos – Biblioteca Pedro Bandeira, com ilustrações de Carlos Edgard Herrero, da Moderna.


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