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12/05/2011
Jason Gomes
Crescer precisa doer?

Essa semana o jornal Folha de São Paulo publicou, no suplemento Folhateen, a reportagem Crescer precisa doer? - Mais twitter, menos tradição, em que fala da resistência que os jovens índios têm imposto aos rituais de iniciação na vida adulta.

A reportagem fala do quanto é comum em tribos, de diversas etnias, a existência de ritos de passagem para meninos e meninas. Geralmente levam os jovens a uma provação de força e/ou resistência física e mental: colocam a mão em uma luva cheia de formigas venenosas; são tatuados no rosto à força com espinhos; isolam as meninas durante mais de um ano quando da primeira menstruação.

Há aproximadamente dez anos, uma reportagem semelhante foi veiculada num jornal de grande circulação de São Paulo, mas nela o enfoque era outro: mesmo com toda a dor, nenhum jovem índio fugia do rito como prova de que eram homens de verdade. Com o avanço da tecnologia e, mais recente, das redes sociais, a cultura do homem branco invadiu o cotidiano indígena, mesmo de tribos mais tradicionais, levando muitos das novas gerações a se recusarem a participar dos rituais.

À parte a questão de ser uma prática dolorosa, a reportagem traz a fala da antropóloga Sofia Mendonça, que diz que os rituais de passagem possuem uma importante função na vida ao ajudar na mudança do papel social. Afirma também que nós, não indígenas, por termos deixado de lado nossos rituais, temos inúmeros adultos que seguem a vida como adolescentes.

Será mesmo que nossos jovens não vivenciam situações que podem ser consideradas marcos de passagens da vida?
Há algum tempo um garoto fez uma comparação entre um desses rituais indígenas e um momento de sua vida que ele encarava com certa dificuldade. O fato está registrado no vídeo abaixo.

Confiram e avaliem se não se trata de um importante rito de passagem da nossa cultura.



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