16 de Abril de 2021


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Coreografias do pensamento

Silvio Barini Pinto

Um avião de pequeno porte e dois lugares sobrevoa uma região aparentemente desabitada e um de seus tripulantes, após saciar a sede, atira inadvertidamente pela janela uma garrafa vazia de Coca Cola. Um nativo do local acaba por encontrá-la e, nesse exato momento, inicia o que pode ser tomado por uma alegoria do processo de conhecimento: alheio a conceitos como vasilhame, refrigerante, garrafa ou Coca Cola, aquele objeto é todo novidade - e, como tal, convite ao acionamento de uma quantidade infinda de dispositivos de significação.
Esse objeto, que em nosso universo cultural é dotado de significado tão convencional que já não leva à ativação de qualquer operação cognitiva mais complexa, provoca, no indivíduo em questão, a inquietação característica da decifração e do ato de conhecer.
Mas, o que interessa momentaneamente no fragmento do filme "Os deuses devem estar loucos" é a maneira pela qual os significados desse objeto estranho vão sendo construídos e reconstruídos: relacionando-o ao fato de ter caído dos céus, relacionando-o a objetos com aparência aproximada, relacionando-o a utilidades casuais tais como arma, instrumento sonoro ou utensílio de cozinha..., enfim, a depender da série de relações estabelecidas - sejam elas compostas por signos previamente conhecidos ou dados ao acaso - sua significação vai variando. E o feixe de significados produzidos através desse procedimento é tão vasto e fecundo que seria uma atitude redutora, no mínimo ingênua, ainda pensar que o significado "garrafa de Coca Cola" pudesse ser o único verdadeiro.
É, portanto, valendo-se da mobilização de repertórios sígnicos - ou seja, através de uma operação linguística - que o personagem vai nomeando e inscrevendo o objeto, antes estranho, em sua vivência e na de sua comunidade. E o que é mais intrigante: os significados do feixe convivem entre si, misturam-se e dão origem a novos conjuntos.
Entretanto, apesar da curiosidade que desperta, essa alegoria fílmica representa tão somente o ato mais simples da inteligência humana. Nu e cru. Essa experiência poderia ser vivida por uma comunidade cuja comunicação se desse de forma muito elementar, através somente de gestos e sons guturais, por exemplo. As estruturas sociais mais complexas exigem um nível mais elevado de elaboração da linguagem. E essa elaboração se vale das diversas técnicas disponíveis nas diferentes situações culturais. Por isso, atentemos também, ainda que muito genericamente, ao papel que as tecnologias empregadas nos processos de construção de significados exercem sobre o pensamento e a linguagem, componentes-chave da 'motherboard' da inteligência humana.
Rememoremos.
Nas sociedades em que a oralidade predomina como forma de narrativa de seu presente e de evocação de seu passado, a memória, enquanto técnica de repetição - primeiro do vivido, depois do ouvido/transmitido -, assume uma importância fundamental. Lembremos apenas da autoridade de sábio concedida aos aedos na Antiguidade por 'salvar' os gregos da ignorância sobre seu próprio passado. Em tal caso, o esforço de conhecimento apóia-se nas variadas técnicas mnemônicas, que se ocupam de fazer com que a "repetição" seja tomada como revelação metafísica. A lembrança não enseja, pois, qualquer espécie de contestação: o passado funciona como legitimador do vivido. A garrafa de Coca Cola nessa circunstância vê seus significados submetidos às significações que tenham sido produzidas num passado existente ou inventado mas, de qualquer forma, tomado como absoluto - diga-se, para além do Verdadeiro e do Falso. Mas não para além do Belo - condição primeira de validação de uma narrativa apoiada na poesia, na música, na dança, nos rituais.

Suponhamos agora uma situação social diferente: aquela em que a escrita toma o assento da oralidade e a capacidade de documentar cartorialmente substitui a necessidade de desenvolvimento de técnicas mnemônicas. Aqui a memória repetidora é objeto de desconfiança e cede sua importância para o exercício de uma linguagem mais argumentativa, bastante vinculada à ascensão da racionalidade como artifício modelador do pensamento humano. Agora os sistemas de argumentação lógica funcionam como dispositivos-chave e são tão mais convincentes quanto mais estreita é sua urdidura - passível então de investigação crítica, pois materializada e disponível no texto escrito. Além disso, uma vez que não precisa necessariamente recorrer ao passado ou à tradição, a legitimação de seus enunciados é principalmente arrancada da atuação prática no tempo presente - aquilo que irrefletidamente se costuma chamar de realidade: e é assim que se potencializa o valor do aqui e agora.

A racionalidade lógica em suas diversas versões e sua verificabilidade prática nas condições prescritas configuram tanto o método de produção quanto o critério de avaliação da competência do discurso produzido nesse crochê. A resultante dessa modalidade de intelecção do mundo: o "discurso competente", porque lógico, bem enredado e 'demonstrável' é instituído como verdadeiro (com vocação para único). Vemos como passa a fazer sentido indagar sobre verdade ou falsidade, distinguir entre realidade e ficção, despreocupar-se em relação à beleza - a menos que sua definição coincida com a lógica racionalista.
A significação da garrafa de Coca Cola, dessa maneira, resulta do seu enquadramento em algum sistema explicativo. Tomemos alguns exemplos dentre uma escala vasta, mas finita: nosso objeto de conhecimento seria formatado, seja pelo empirismo mais rasante que a toma pela literalidade (ela é o que parece ser e 'revela' que é: garrafa de Coca Cola), seja pelo mais técnico (seria, por exemplo, algo entre um cone e um cilindro para a geometria euclidiana, se essa inexatidão não a tornasse indefinível), seja por uma abstração um pouco maior que a inscreve na ordem da ideologia (quando pensada como emblema do 'imperialismo americano', por exemplo), seja pela ordenação classificatória de certa História da Arte quando a cataloga como 'ready made' numa atitude artística pop.
Notemos que nenhum dos significados escapa de ter seu suporte em algum modelo explicativo. Apenas é através desses modelos que sua suposta "razão de ser" se faz revelar. Daí haver certo empenho para que o significado alcançado seja duradouramente o mesmo, pois disso depende a coerência da lógica argumentativa. E é pelo mesmo motivo que o acaso acaba expulso do pensamento por longos séculos.
Percebamos também que decorre dessa circunstância - ainda como uma necessidade interna do funcionamento de tal modalidade de pensamento - a hierarquização dos significados -, ou seja, o julgamento de valor (teste de competência ou veracidade) favorecerá aquele significado que puder ser demonstrado praticamente. Insistamos: o presente é a medida para tal demonstração.
Agora, imaginemos.
Tomando à risca a expressão de Truffaut de que "o cinema é mais interessante que a vida", partamos para um mundo que poderia estar situado entre as vibrações luminosas que emanam do projetor de filmes e as imagens voláteis que frequentam a tela. Uma situação em que toda linguagem é a linguagem cinematográfica: reinaria o delírio! Tudo é movimento, não há pausas. O tempo é louco, não apenas pela ausência de repousos, mas também por não caminhar do passado para o futuro; afinal, todos os deslocamentos são possíveis. E os lugares? Um mesmo pode ser vários, vários podem ser o mesmo!...
A garrafa de Coca Cola raramente terá igual significado em duas situações cinematográficas distintas - o que pode ocorrer inclusive várias vezes num único filme. Aliás, ninguém pode esperar dela um significado 'imanente' - para desespero dos espíritos mais pragmáticos. Dela se fará significado apenas enquanto elemento numa composição; ou seja, será uma imagem que para comunicar alguma coisa terá de ser colocada em relação com outras imagens; então, o que importa é esse conjunto de elementos, cores, luzes, enquadramentos, ação, falas, músicas, cortes, seqüências, etc. Portanto, mais do que em qualquer situação antes exposta, da garrafa de Coca Cola, nesse universo linguístico, ninguém dirá que é, mas que há de ser. Suas significações produzem-se num contínuo devir.
Nessa modalidade haveria hierarquia de significados? Certamente que não. A arbitrariedade é a regra. O que implica não haver nenhuma temporalidade tutora; vale dizer, nem passado nem presente autorizam ou desautorizam significados. Eles apenas escorrem de maneira movediça pelo terreno do vir-a-ser.
E o espectador? Não se exigiria demais dele? A resposta seria afirmativa apenas se o cinema, ao mesmo tempo que produzia sua sintaxe, também não produzisse o seu receptor - dotado de uma percepção sensível ao movimento, capaz de acompanhar a velocidade das alterações semânticas. E não percamos de vista que é esse jogo semântico caleidoscópico que, em grande parte, caracteriza o prazer do espectador. Entretanto, podemos já deixar assinalado algo a que voltaremos: a unidirecionalidade da mensagem cinematográfica. Ainda que o fenômeno comunicacional não se reduza ao determinismo emissão – recepção, a interatividade possível entre o espectador e o filme projetado somente interfere na ressonância das compreensões do espetáculo cinematográfico. Não há alterações perceptíveis na enunciação original. O filme voltará a ser projetado e repetirá incessantemente sua história, independente das ressonâncias produzidas.
Acendamos as luzes.
Pois bem, de fato, nenhuma dessas modalidades linguísticas vigorou historicamente de forma solitária. A inteligência humana constitui-se num campo de forças no qual atuam simultaneamente todas as potencialidades de intelecção; somente ocorre que determinadas estruturas sócio-culturais estimulam e possibilitam circunstancialmente a emergência de uma das vertentes em concurso. E enquanto se alternam essas forças, novas subjetividades têm origem. Podemos hoje afirmar, apoiados na investigação de neurofisiologistas que evitam determinismos indesejáveis - especialmente aqueles que tomam a inteligência por uma entidade biológica - que os circuitos cerebrais não pré-existem aos estímulos, e que o herói do mito platônico se deixasse sua caverna de sombras para entrar numa sala de exibição cinematográfica provavelmente sucumbiria a um colapso dos sentidos. Portanto, de quando em quando nossas faculdades perceptivas e intelectivas vão sendo alteradas.
O cinema, apesar de ser uma tecnologia comunicacional (o que envolve também a sua gramática) que possibilita ir além dos quadrantes da lógica, flexibilizando o pensamento, ainda é um meio de comunicação que partilha com a escrita uma só, mas importantíssima, característica: está estruturado sobre um plano único que é o da proposição e do discurso. Ele não pode reinstaurar a comunicação aberta, como acontece nas comunicações interpessoais em que os envolvidos definem as bases para o entendimento recíproco.
Essa é uma limitação que nenhuma mídia vai solucionar sozinha - afirmação que pode ser relativizada pelo fato de haver quem considere que o zapping (troca de canais na TV através de controle remoto) e o zipping (aceleração das imagens de trechos de filmes em vídeo) caracterizam um exercício de interação. Mas, ainda assim, o que realmente otimiza os canais de interatividade entre os sujeitos em comunicação é a conjugação de tecnologias. O que não constitui novidade. Lembremos algumas dessas conexões: rádio/TV-telefone-gravador-fax. O aparato eletrônico multimídia sediado nos computadores pessoais não é senão o expoente mais recente e desenvolvido dessa busca de desnuclearização da comunicação.
Mas se sob esse aspecto a tecnologia informática pode ser pensada como apenas um instrumento que aperfeiçoa um fenômeno comunicacional que já vinha se desenvolvendo, a sua disseminação deixa entrever alterações significativas na ordem da inteligência, no universo do comportamento, na esfera da economia... enfim, uma nova etapa no processo de hominização parece estar tendo lugar no tempo que vivemos.
Mas se sob esse aspecto a tecnologia informática pode ser pensada como apenas um instrumento que aperfeiçoa um fenômeno comunicacional que já vinha se desenvolvendo, a sua disseminação deixa entrever alterações significativas na ordem da inteligência, no universo do comportamento, na esfera da economia... enfim, uma nova etapa no processo de hominização parece estar tendo lugar no tempo que vivemos.
Naveguemos.
Mesmo quando fazemos o chamado 'uso pouco inteligente' do computador, dele nos servindo apenas como um similar de máquina de escrever, na verdade algo de interessante já acontece. Exatamente ao contrário dos escritores e jornalistas que reagiram quando da introdução da máquina de datilografar nas editoras e redações, questionando a padronização e o comprometimento da naturalidade da escrita, os usuários de computador, de maneira geral, afirmam a facilitação da escrita, a desinibição proporcionada pela agilidade de correção, mudança e rearranjos no texto. Só por isso já podemos intuir que houve mudanças. A praticidade de consulta e transporte de nossas próprias anotações escritas, gráficas ou icônicas é uma alteração ainda mais incontestável.
Fazer o mesmo com informações de fontes variadas, à distância e em tempo mínimo, já é, então, fascinante. E é aqui que acreditamos estar realmente a diferença introduzida pela informática na estruturação do pensamento: a formação de uma rede ilimitada de comunicação entre usuários de computadores. Através dessa rede se torna possível formar comunidades de interesse, discutir on line questões específicas com especialistas, ou simplesmente navegar.
Na verdade, o computador funciona como um agenciador de uma série de tecnologias de mediação comunicativa: telefone, fax, vídeo, câmera e som. Mas, ao mesmo tempo, permite que também os usuários sejam agenciadores num processo coletivo de produção e circulação de conhecimento sem limites, pois os lança em um universo aberto de troca de informações que inegavelmente traz estimulações mais diversificadas para o pensamento. O entendimento daquele que seria nosso objeto de busca é quase compulsoriamente contaminado pela variedade de perspectivas que sobre ele se projetam e que podemos encontrar numa rede planetária de comunicação. E, mais ainda, essas tantas possibilidades acionam continuamente outros interesses que, como janelas, apresentam paisagens que nos seduzem para um nomadismo virtual pelo conhecimento. E se tomamos de empréstimo o termo nomadismo ao invés de usarmos viagem, é porque não há necessariamente um ponto de partida e outro de chegada. Eis um conhecimento que se faz por descaminhos. Ou seja, o acaso foi reintegrado - não obrigatoriamente no pensamento, mas no próprio procedimento usado para conhecer.
Interesses multiplicados e capacidade de acesso a informações de qualquer natureza, de qualquer domínio de pesquisa, já seriam bons indícios para pensar que o saber distribuido em áreas de especialização e construído sobre uma lógica de pré-requisitos - que durante tanto tempo vigorou quase hegemonicamente - vive momentos difíceis. Essa dificuldade não vem se produzindo somente através de algum combate epistemológico. Na verdade, ela se instala mais efetivamente na própria experiência do usuário da rede de comunicação, quando o ensino, a pesquisa e a divulgação estruturada de forma setorizada são confrontados com seu procedimento de navegação pelo conhecimento expandido.

Podemos inferir a partir da reflexão sobre o alcance dessa tecnologia intelectual, que dela resulta também uma nova concepção de espaço aplicado ao conhecimento. Não se trata de um espaço com territórios delimitados, com fronteiras estabelecidas e bem guardadas. A imagem que melhor convém a esse novo espaço do conhecimento remete a uma topologia em que tudo funciona por proximidade, por contiguidade, na qual não há trajetórias previamente delineadas. Portanto, diríamos que essa rede não ocupa nenhum espaço, mas que ela própria se projeta como um espaço em constante construção e renegociação. O fato de ela não possuir nenhum centro fixo, determinado, contribui para reforçar essa imagem. Daí deriva nossa compreensão de que o nomadismo a que o navegador da rede se entrega é essencialmente virtual e que o espaço do conhecimento pelo qual ele navega é criado a partir de seus deslocamentos.
No que diz respeito ao campo linguístico que esse fenômeno comunicacional institui, tomemos apenas dois aspectos que podem ajudar a balizar o raciocínio: o recurso a simulações de situações e procedimentos e a viabilização de comunidades virtuais múltiplas de produção de inteligência coletiva.
Os usuários mais adaptados fazem um uso mais corrente dos recursos de simulação. Através de jogos ou softwares de apoio profissional, experimentam diferentes situações que estimulam sensações muito variadas - em maior número e de forma mais intensa que na “realidade empírica” - e exigem, muitas vezes, rapidez na tomada de decisões. Nesse caso, nem sempre será a lógica o recurso mais acionado para essas operações; em grande parte das vezes a intuição - compreendida de forma ampla - é que as orienta. Tudo isso nos leva a pensar que a simulação pode ser um potente instrumento de auxílio à imaginação. Com efeito, essa tecnologia, através de sua capacidade de registro, sua potência de cálculo e seu poder de figuração visual, pode verdadeiramente contribuir para simularmos e manipularmos modelos mentais muito mais facilmente do que quando estamos limitados pelas falíveis capacidades de nossa memória humana, que acaba recorrendo com muito mais freqüência aos sistemas lógicos já conhecidos como ferramentas do pensamento.
Não é menos relevante a possibilidade de criarmos virtualmente um cenário em parceria com outras pessoas e negociar as transformações que nele queremos introduzir, segundo causalidades diversas. Ressalte-se ainda que podemos compor essa realidade virtual como uma obra de arte, através das preocupações estéticas que convierem a nós e a nossos parceiros.
Constituindo-se como uma rede de redes, esse novo espaço, que é o espaço do saber, convida incessantemente a produzir comunidades de interesse, cujo objeto é o conhecimento. Qualquer que seja o núcleo original desse conhecimento a ser construído coletivamente, o pertencimento a uma comunidade autoriza qualquer de seus membros a propor códigos de comunicação para o funcionamento do grupo. Esses códigos, além de caracterizarem uma certa ética - regulando comportamentos, estabelecendo cooperatividade, etc. -, poderiam criar livremente modelos de significação múltiplos, cuja validade dependeria somente do acordo entre os integrantes do grupo. E, imaginando que poderíamos transitar de um coletivo de interesse a outros, cada vez mais nos acostumaríamos a circular por diferentes referências de significação.
Retomemos a garrafa de Coca Cola: seu significado na rede pode variar de acordo com a diversidade de comunidades virtuais que frequentamos, sendo ainda que o ingresso de um novo membro em qualquer uma dessas comunidades pode implicar uma ressignificação do ícone ou conceito garrafa de Coca Cola. Nessa ideografia, os ícones, conceitos, imagens, sinais sonoros convivem em regime de igualdade: não há hierarquia entre eles. Se em parte essa já era uma condição do cinema, não nos esqueçamos que a produção do enunciado em um filme é em grande parte definida no final cut, ou seja, no término da montagem. Após isso, qualquer ressignificação somente ocorrerá nas cabeças dos espectadores, o que não alterará a mensagem fílmica. Ela se repetirá sempre enquanto emissão. Nas comunidades virtuais de produção de conhecimento, pelo contrário, a repetição de um procedimento ou de um percurso pode sempre introduzir uma diferença.


Entre Eldorado e São Paulo, deslocamentos do inverno de 96.


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Mito e Pensamento Entre os Gregos. RJ, Ed. Paz e Terra, 1990.


Filme:

Os Deuses Devem Estar Loucos.
Dir. Jamie Uys, 1980, África do Sul.
(disponível em DVD)


Silvio Barini Pinto é professor de História Contemporânea da FASM e diretor do Colégio São Domingos, em São Paulo ( direcao@sdomingos.com.br ).


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