15 de Dezembro de 2018


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O aprendizado da escrita não tem fim

Verdade

A todo momento somos desafiados a compor textos com diferentes intenções, dirigidos a determinados interlocutores e contemplando as demandas das várias situações discursivas. E cada uma dessas produções exige de nós um trabalho árduo para precisarmos nossas ideias fazendo uso de um patrimônio comum, que é a escrita. Dúvidas sobre a ortografia de determinadas palavras, regência, pronome, concordância surgem em meio à busca por uma marca expressiva, pela afirmação de um estilo pessoal, pela integração e articulação de conhecimentos. Indivíduos que, por exemplo, sempre escreveram muito, como diários, cartas, narrativas, podem se atrapalhar na hora de produzir uma monografia ou qualquer outro texto que circula na esfera acadêmica. Isso não sugere uma dificuldade específica de linguagem. Apenas mostra que essa pessoa pouco exercitou esse tipo de produção escrita, e necessita então de um tempo para se apropriar de suas leis de organização. O mesmo acontece com as crianças que estão começando a ler e escrever. É preciso um tempo de experimentação antes de sacar toda a complexidade que envolve esse aprendizado. E pelo fato de ser algo que não tem fim, é preciso ter cuidado na forma de apresentar a linguagem escrita nesse momento inicial, para que a meninada não se sinta desmotivada a continuar buscando se aperfeiçoar nessa forma de expressão.

Vale a dica: antes de se sentir incapacitado diante de um novo desafio que envolva o conhecimento da escrita, lembre-se de que todos têm dúvidas, simplesmente porque se trata de algo dinâmico, que muda a toda hora. Um exemplo: as novas regras de ortografia... Até mesmo os escritores consagrados admitem suas dúvidas, como LF Veríssimo. Em entrevista à Revista Língua Portuguesa (junho/09), confessou que procura não usar o verbo haver em suas crônicas, pois não sabe bem como fazê-lo de modo correto... obviamente, ninguém pensaria em classificá-lo como alguém com dificuldades de escrita! Trata-se, na verdade, de um sinal de SAÚDE: buscar a escrita para se expressar reconhecendo a complexidade desse instrumento e não paralisando diante da dúvida!


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