15 de Dezembro de 2018


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A terapia fonoaudiológica não é suficiente para resolver problemas de linguagem na infância

Verdade

Qualquer que seja o problema de linguagem que a criança apresente é fundamental a consulta ao fonoaudiólogo. Ele é o profissional gabaritado para compreender e dar os encaminhamentos necessários à condução do caso. Mas o fato de o paciente estar em terapia fonoaudiológica não exime a família nem a escola de adotarem posturas mais adequadas no acolhimento dessa criança e das questões que a afligem.
Por vezes, pais e, sobretudo, professores acreditam que o fato de a criança estar em terapia já é suficiente para a resolução dos problemas e se esquecem dos cuidados necessários em relação aos contextos de que ela faz parte.
Um deles bastante comum está relacionado ao ambiente escolar. Crianças com dificuldades de fala e/ou de escrita frequentemente referem-se a situações embaraçosas vividas na escola: gozações dos colegas pelo modo como falam, pelas dificuldades de leitura, pelos ritmos de aprendizagem, etc. Muitas vezes, com o intuito de fazer frente a essas questões, os professores acabam por colocá-las mais em evidência, quando, por exemplo, convocam o aluno para fazer a lição com eles, enquanto os colegas desenvolvem o mesmo exercício em suas carteiras. Outro equívoco ocorre quando a escola substitui uma atividade significativa para a criança pelo reforço escolar. E, por fim, a indiferença diante de humilhações, nem sempre tão sutis.
No que se refere ao contexto familiar, para proteger seus filhos que apresentam problemas de aprendizagem, os pais acabam deixando de estimulá-los e de inseri-los em situações que envolvem tanto a oralidade quanto o conhecimento da escrita. De outro lado, há aqueles que passam a superestimular a criança, transformando as dinâmicas familiares em aulas de reforço escolar.

Vale a dica: Se você é pai ou professor de uma criança que tem problemas de linguagem e está em terapia fonoaudiológica, procure também acolhê-la em suas angústias, estando atento às suas atitudes no cotidiano, às brincadeiras dos amigos e às ações que mais discriminam que incluem a criança nos diferentes contextos. Em vez de afastar seu filho de situações discursivas, procure favorecer a participação dele, respeitando sua singularidade e possíveis limitações. E converse sempre com o fonoaudiólogo responsável pelo caso. Ele pode ajudá-lo na compreensão e adoção de posturas mais apropriadas, que possam levar efetivamente à superação dos problemas.


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