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13/08/2009
Lucia Masini
A supervalorização da superestimulação: o exagero nunca é saudável

Enquanto Didi cresce divertindo-se com suas brincadeiras e experimentações lúdicas da vida, Dexter está fechado em seu laboratório, desenvolvendo alguma experiência científica em meio a complexos cálculos matemáticos.
Apesar de Didi ser uma criança pra lá de saudável, é Dexter o modelo de filho que habita o imaginário de muitos pais, na atualidade. A difusão indiscriminada de pesquisas das neurociências está gerando aplicações, em ambientes familiares e educacionais, nem sempre produtivas, diz reportagem publicada no caderno Cotidiano da Folha de S.Paulo (Escolas antecipam estímulos a crianças, 13/04/09). Experiências feitas em laboratórios, com ratos selvagens, não reproduzem o ambiente real e diverso de crianças, influenciado por questões culturais, econômicas e regionais. Assim, o efeito da superestimulação observado no rato não pode ser transferido para o desenvolvimento infantil.
Resultados de pesquisas científicas devem ser incorporados com muito critério a realidades sociais. Crianças que já possuem um ambiente acolhedor e estimulante, com pais atentos às suas necessidades básicas, não necessitam de uma maior estimulação, pois ela não resultará numa criança superdotada. É importante que pais e educadores entendam que conhecimentos construídos na infância não devem ser apressadamente sistematizados, pois a intelectualização precoce pode levar a uma perda da experimentação própria do brincar espontâneo da criança, vital para seu amadurecimento pessoal.
Assim, a aproximação dos pequenos da linguagem escrita ou de uma segunda língua, por exemplo, deve partir de situações cotidianas próprias de cada família e também de contextos lúdicos. Mais especificamente em relação ao bilinguismo, faz sentido uma criança aprender uma segunda língua já na primeira infância quando ela faz parte da cultura familiar, quer seja porque é a língua materna de um dos pais ou avós, quer seja porque os familiares a valorizam, tendo-a também como segunda língua. Assim, ela não a aprende, somente, porque vai ser importante para seu futuro profissional, mas sim porque isso faz parte da dinâmica de sua família.
Pais devem ser parceiros de seus filhos em suas brincadeiras, lendo livros, contando histórias, desvendando regras de jogos, cantando músicas ou, ainda, vivendo situações típicas de uma outra cultura em sua língua de origem, como um delicious coffeebreak regado a milk and cookies, ou leckeres Mahl, ou delicieux croissant...

Leia mais aqui no IFONO, na seção Linguagem com Pipoca: comentários sobre o filme Vitus.
Acesse também o blog de Rosely Sayão - http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/ e leia: Alfabetização precoce (30/04/2009)


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